Tuesday, December 13, 2011
Thursday, November 17, 2011
Friday, November 4, 2011
Solidão
cruzámos nossos olhos em alguma esquinaPor estes dias aqui.
demos civicamente os bons dias:
chamar-nos-ão vais ver contemporâneos
ruy belo, epígrafe para a nossa solidão
Wednesday, October 19, 2011
Thursday, September 29, 2011
Tuesday, September 20, 2011
Wednesday, September 14, 2011
Saturday, July 23, 2011
Monday, July 11, 2011
Dias de fé
«(...) A essência do cristianismo nada mais é do que a inteligência, a razão ou o entendimento. Deus pensado como o extremo do homem, como o não humano, i.é., um ser não humano e pessoal, é a essência objectivada da inteligência. A essência divina pura, perfeita e imaculada é a autoconsciência da inteligência, a consciência que a inteligência ou a razão têm na sua própria perfeição (...)»
Feuerbach, in "A Essência do Cristianismo", pp. 77-78
Tuesday, June 28, 2011
Friday, June 24, 2011
Monday, June 20, 2011
Monday, May 23, 2011
Monday, May 9, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Monday, April 18, 2011
Monday, April 4, 2011
Tuesday, March 29, 2011
Wednesday, March 16, 2011
Sunday, February 20, 2011
Monday, February 7, 2011
Sunday, January 30, 2011
Friday, January 21, 2011
Saturday, January 15, 2011
Stockhausen
« (...) Escusado será sublinhar que a peculiar energia criativa de Stockhausen procurava também novos modos de relação com o espectador (desencadeando novas atitudes de escuta) e, no limite, conceitos alternativos de palco e interpretação. No filme Stockausen in den Höhlen von Jeita (1969), de Anne-Marie Deshayes, podemos acompanhar a extraordinária experiência de fazer música nas lendárias grutas de Jeita, no Líbano, transfigurando o surrealismo (?) de um espaço natural numa inusitada sala de concertos. A experiência mais extrema e, por assim dizer, mais extremista surge na célebre composição de Stockhausen para... helicópteros! A sua preparação e execução está registada num filme que é, para todos os efeitos, um pequeno prodígio de cinema documental: Helicopter String Quartet (1996), de Frank Scheffer, acompanha o incrível trabalho de montagem de uma performance que coloca cada um dos elementos do Quarteto Arditti num helicóptero, voando pelos céus de Amsterdão. Dir-se-ia que assistimos à concretização de um projecto de engenharia mecânica (e sonora) que se vai transfigurando num envolvente acontecimento poético.
A certa altura, no filme de Scheffer, Stockhausen refere o facto de o ruído dos helicópteros integrar o registo da peça musical. E não o faz, como é óbvio, lamentando a sua "intromissão": o conceito da peça pressupõe a integração de tal ruído. Mais do que isso: Stockhausen proclama o desejo de apropriar os ruídos do mundo na sua música, em última instância encarando (ou habitando) o mundo como uma gigantesca composição musical. Tal atitude atribui ao artista um estatuto que, em tudo e por tudo, contraria a imagem "tradicional" do eremita mais ou menos fechado no seu território criativo. Stockhausen encara o mundo, não como o receptáculo da sua arte, mas sim como o território que importa ocupar, devolvendo-o à singularidade dos gestos artísticos. Músico, arquitecto, visionário».
Por João Lopes @ DN
Saturday, January 8, 2011
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