Monday, September 6, 2010

2 paródias para Acrílico e Tela

Título A pintura explicada às crianças após Yves Klein, 2010 

Título O sonho da cabra de Rauschenberg após a visão das quatro estações de Man Ray, 2010

Sunday, August 15, 2010

Não contei... A 'olho' vejo que estão muitos livros em espera. E por 'obrigação' devia andar a ler 100 páginas p/dia...devia. Mas não estou. Ainda assim cito:

 «(...) Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido. (...)».
De Almada Negreiros  in "A Invenção do Dia Claro", 1921

Friday, August 6, 2010

Num Minuto


In Histórias de 1 minuto, Vol. 1 de István Orkény.

Saturday, July 31, 2010

Dizem que...

Talvez até melhor que o Ulisses do Joyce, talvez...

Monday, July 12, 2010

A bola

Como bom (isto sou eu a gabar-me) sub-chefe de família lá estive a ver a bola.
Tirando ali uns 15 minutos que adormeci entre os 20 e os 35 da primeira parte a "coisa" (era assim que o Duchamp se referia às obras) foi muito interessante. Fiquei a saber que há zonas no campo em que é proíbido perder a bola (julgava eu que era sempre poíbido tratando-se de um desporto com bola) e que o treinador holandês veste de cinzento para dar 'sorte' embora não o admita. O treinador espanhol é muito parecido como o meu tio Valdemar que já morreu. Ás tantas fui avisado que a Espanha estava a jogar num 4 3 3 com raça e inteligência, fiquei descansado.
Mais tarde provou-se que os espanhóis desmontaram a máquina humana. Foi o fim.
Venha o campeonato.

Para despedida volto ao Duchamp que se considerava um "Engenheiro do Tempo Perdido"*.

* "Engenheiro do Tempo Perdido", entrevistas com Pierre Cabanne

Monday, July 5, 2010

Das CONCERT



A vuvuzela alemã em formato sinfónico.

Friday, July 2, 2010

portugal portugal portugal

O D. Sebastião foi para Alcácer Quibir
de lança na mão, a investir, a investir,
com o cavalo atulhado de livros de história
e guitarras de fado para cantar vitória.

O D. Sebastião já tinha hipotecado
toda a nação por dez reis de mel coado
para comprar soldados, lanças, armaduras,
para comprar o V das vitórias futuras.

O D. Sebastião era um belo pedante
foi mandar vir para uma terra distante
pôs-se a discursar: isto aqui é só meu
vamos lá trabalhar que quem manda sou eu.

Mas o mouro é que conhecia o deserto
de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e abrasa
o mouro é que jogava em casa.

E o D. Sebastião levou tantas na pinha
que ao voltar cá encontrou a vizinha
espanhola sentada na cama, deitada no trono
e o país mudado de dono.

E o D. Sebastião acabou na moirama
um bebé chorão sem regaço nem mama
a beber, a contar tim por tim tim
a explicar, a morrer, sim, mas devagar

E apanhou tal dose do tal nevoeiro
que a tuberculose o mandou para o galheiro
fez-se um funeral com princesas e reis
e etcetera e tal, Viva Portugal.
Sérgio Godinho, Os Demónios de Alcácer-Quibir